
A construção de uma nova creche de 12 salas no município de São Benedito do Rio Preto, obra financiada pelo Governo Federal na localidade de Miguel Fernandes, transformou-se no cenário de um grave escândalo trabalhista. A empresa responsável pela execução do projeto, a Tarzil Engenharia Ltda., está sendo denunciada por submeter seus operários a um regime de extrema precarização, configurando um cenário de trabalho análogo à escravidão e total falta de condições dignas.
De acordo com as denúncias levantadas no canteiro de obras, a empreiteira atua à margem da legislação e em total desrespeito à Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria, negando aos profissionais os direitos mais básicos de sobrevivência, segurança e higiene.
Entre as principais irregularidades constatadas no local estão:
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Informalidade e Precarização: Os trabalhadores são contratados de forma avulsa, recebendo diárias que variam entre R$ 70 e R$ 150. Não há nenhum registro com carteira assinada, o que deixa os profissionais desamparados e sem acesso aos seus direitos trabalhistas e previdenciários.
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Negligência com a Segurança: Os operários exercem suas atividades sem fardamento e desprovidos dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) obrigatórios, colocando suas vidas em risco constante no canteiro.
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Condições Degradantes: A infraestrutura de apoio é considerada desumana. Faltam alimentação adequada, bebedouros com água potável, refeitórios e banheiros apropriados para o uso da equipe durante a jornada de trabalho.
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Rotatividade Abusiva: A empresa adota uma prática altamente irregular de transferir os trabalhadores continuamente de uma obra para outra. Essa manobra exaure os profissionais e funciona como uma tentativa de mascarar os vínculos empregatícios informais.
Ação Judicial em Defesa da Categoria
Diante da gravidade das violações e da crueldade das condições impostas aos operários em Miguel Fernandes, o sindicato representante da categoria anunciou que tomará medidas drásticas e imediatas para frear os abusos da Tarzil Engenharia Ltda.
A entidade sindical confirmou que ingressará com uma ação judicial junto aos órgãos trabalhistas competentes. A mobilização nos tribunais tem como objetivo principal buscar a reparação e garantir o pagamento de todos os direitos sonegados de cada colaborador que atuou na obra, além de exigir a regularização imediata do canteiro. O sindicato reforça que não tolerará a exploração da mão de obra e a supressão da dignidade humana no setor.