
Trabalhadores da Lastro Engenharia, estiveram em frente ao escritório da empresa no bairro Quintas do Calhau, para reivindicarem salários atrasados e verbas rescisórias. Os trabalhadores são da cidade de Miranda do Norte e operavam em um grande residencial de imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida nesta localidade. Segundo eles, a obra foi parada pela empresa, que dispensou todos os trabalhadores, porém, não pagou nenhum. A promessa seria de pagá-los, mas a empresa sempre "dava uma desculpa" e não fazia os pagamentos. De acordo com os trabalhadores, existem operários com salários atrasados há 06 meses.
"Desta vez, a situação chegou ao limite." diziam os trabalhadores.Os operários vieram pra São Luís em um ônibus particular, pago por eles mesmos, com o objetivo de pressionar a empresa com a ajuda do Sindicato. Os trabalhadores são representados pelo Sindicato na Indústria da Cosntrução Civil de Itapecuru mas como seu presidente encontrava-se doente, solicitou a representação do SINDCONSTRUCIVIL e da FETICEMA na questão.O Vice- Presidente da Federação dos Trabalhadores da Indústria da Construção do Maranhão (FETICEMA) e Primeiro Secretário do SINDCONSTRUCIVIL, Jorge Luis Mendes juntamente com o Diretor de Patrimônio do SINDCONSTRUCIVIL , José dos Santos Ferreira estiveram somando forças com os trabalhadores nesta reivindicação.
Os trabalhadores afirmam que compram fiado nos comércios de Miranda do Norte e não têm nenhuma condição de quitar suas dívidas. Todos os operários alegam que a situação para eles e suas famílias está insustentável, a ponto de virem até a capital por sua conta e risco, a fim de resolverem urgentemente este impasse com a Lastro Engenharia.
A pedido do SINDCONSTRUCIVIL e da FETICEMA, a imprensa esteve no local para mostrar esta lamentável situação para toda sociedade.Depois de horas em frente ao escritório da Lastro Engenharia, o jurídico da empresa teve uma conversa preliminar com os trabalhadores juntamente com representantes do Sindicato Nacional das Indústrias da Construção Civil ( Sinduscon-Ma) que também esteve no local. Logo após, uma reunião formal com uma comissão de 5 trabalhadores; representante do SINDCONSTRUCIVIL e FETICEMA; representantes do Sinduscon-Ma e representantes da Lastro Engenharia foi realizada em caráter da urgência para dar uma resposta aos trabalhadores.
De início, a empresa queria estabelecer um acordo coletivo com os trabalhadores, firmando os pagamento dos salários atrasados e verbas rescisórias por um parcelamento que começaria no dia 25 deste mês. Os trabalhadores não concordaram. As negociações continuam e a FETICEMA e o SINDCONSTRUCIVIL continuam a frente dos trabalhadores para representá-los e defendê-los.
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