Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de São Luís – MA

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Itaqui movimentou 6,4 milhões de toneladas de cargas até maio

 

O Porto do taqui alcançou nos cinco primeiros meses do ano o volume de 6,4 milhões de toneladas de cargas. A capacidade de execução operacional e as boas parcerias comerciais firmadas foram determinantes para aumentar a movimentação em 10%, em comparação a igual período do ano passado. A meta traçada pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), gestora do Itaqui, para 2014 é bater o recorde histórico de 17 milhões de tone-ladas.

 

Os granéis sólidos e as cargas gerais influenciaram no aumento do volume. De janeiro a maio passaram pelos seis berços mul-tiusos do Itaqui, de um total de sete, cerca de 2,9 milhões de toneladas. Um aumento de 13% para os graneis sólidos acumulado ao longo do ano de 2014 quando comparado a 2013. As cargas com maior destaque em volume para os graneis sólidos foram o carvão, cerca de 363 mil toneladas (75% de todo o volume movimentado no ano de 2013) e o fertilizante, com 532 mil toneladas (28% a mais que o mesmo período de 2013).

 

As cargas gerais alavancaram também a movimentação de cargas no Itaqui. Entre as novas cargas, a celulose movimentada entre fevereiro e maio soma 187 mil toneladas. Enquanto os contêineres atingiram um percentual de 58% a mais que o movimentado em 2013, ou seja, 6.630 TEUS contra 4.431 unidades registradas. Destaque também, dentro das cargas gerais, para a movimentação de 18 mil toneladas de trilhos destinados à expansão da Ferrovia Norte Sul.

 

Os granéis líquidos no Porto do Itaqui estão retomando o crescimento. De janeiro a maio foi registrado um aumento de 4% em relação a 2013. Destaque para as movimentações de derivados de petróleo importados (9%) e aumento nas de GLP (10%) e Etanol (22%).

 

A Emap ressalta que, nesse período, o Itaqui operou com um berço a menos, o 103. Nessa estrutura está sendo montado o carregador do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), que aumentará ainda mais a produtividade do porto. Outras obras que aumentam a capacidade de movimentação do Itaqui estão sendo executadas, como a construção do berço 108.

 

Expansão

O Itaqui é um porto que se prepara para atender a grandes demandas. Dos sete berços, quatro são automatizados. Nos últimos anos foram investidos cerca de R$ 1,2 bilhão em infraestrutura portuária. Para os próximos anos, os investimentos chegam a aproximadamente R$ 1,7 bilhão com a construção dos Terminais de Celulose e Fertilizantes com os respectivos berços de atracação, além da construção das retroáreas do cais 100, 101, 104 e 105.

"A capacidade de execução da equipe, aliadas às vantagens operacionais; proximidade de importantes mercados como Europa e Estados Unidos; maior competitividade na rota para Ásia, após expansão do canal do Panamá, e a oferta de logística multimodal única na região com acesso a ferrovias e rodovias, tornam o Itaqui um porto de vantagens", ressaltou o presidente da Emap, Luiz Carlos Fossati.

No planejamento estratégico da Emap constam nove áreas a serem licitadas no terceiro bloco de arrendamentos do Governo Federal, cuja primeira etapa ainda está em análise na Secretaria Especial dos Portos, do Governo Federal.

Somados a esses projetos, há outros como o da Refinaria Premium da Petrobras, com 60 milhões de toneladas, e em estudo o de movimentação de 40 milhões de toneladas de minério de ferro e um Terminal de Contêineres com potencial para 180 mil teus/ano numa primeira fase. "São projetos que alavancam a movimentação de cargas e colocam o Maranhão, por meio do Itaqui, como solução logística", acentuou Fossati.

 

Terminal de grãos

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) impulsionará a cadeia do agronegócio nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, consolidando o Itaqui como referência no país na exportação de grãos.

O Tegram é um projeto estruturante que viabiliza o recebimento, estocagem e expedição eficientes de até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. O Maranhão faz parte de uma região econômica denominada Mapitoba, que reúne, respectivamente, os estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, que vem crescendo a taxas acima da média nacional.

O Terminal de Grãos do Maranhão tem sido esperado com ansiedade pelos produtores do Maranhão, Tocantins e Piauí. O empreendimento é de R$ 600 milhões e o primeiro dos quatro terminais deverá ser inaugurado até setembro. Até o fim do ano os outros três deverão entrar em operação.

 

Fonte: Imirante

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