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Maranhão tem 20 casos suspeitos de zika vírus em análise

 
Não há, até o momento, casos confirmados de zika vírus no Maranhão. Em contrapartida, as unidades de saúde têm lotado atendendo pessoas que se queixam dos sintomas da doença – dor nas articulações, manchas avermelhadas, coceira e febre moderada. O Ministério da Saúde já identificou 6.807 casos no Nordeste, sendo confirmados 18 na Bahia e Rio Grande do Norte; e um no Sudeste – em São Paulo. No Maranhão, 880 suspeitas foram descartadas e 20 ainda estão em análise. “É um vírus conhecido, mas que não se tem muita experiência no Brasil, por isso, ainda estamos na fase de investigação”, explica a infectologista Giselle Boumann. Segundo o MS, os resultados dos exames devem ser divulgados até final de junho.
 
 
As amostras coletadas no estado são de pacientes que apresentaram infecção recente, erupções cutâneas, febre baixa, edema, dores nas articulações. As análises concluíram que estes sintomas não se enquadravam nas definições da doença. Quando algum caso é suspeito é realizada avaliação clínica-laboratorial e notificação, conforme orienta o MS aos órgãos da saúde. “A doença só pode ser detectada por meio de exame”, informa a médica. Beber bastante líquido e utilizar medicamento (antialérgico e antitérmico) para combater os sintomas são as medidas básicas de tratamento aos sintomas do zika vírus, segundo orienta a infectologista. “É difícil não contrair, pois, o mosquito está presente na nossa região”, ressalta a médica.
 
 
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) aguarda o resultado dos exames para que sejam tomadas medidas, caso seja confirmada a doença. Já a Secretaria Estadual de Saúde (SES) reforçou o serviço de aplicação de inseticida tipo fumacê, para atingir o mosquito ainda na fase adulta e prevenir infestações. A instituição orienta que, independente da confirmação da doença, os profissionais de saúde fiquem atentos aos casos suspeitos. O diagnóstico só pode ser confirmado por meio de exame. As análises são realizadas no Instituto Evandro Chagas (Pará), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
 
 
A reportagem entrou em contato com o Ministério da Saúde que informou manter a forma de diagnóstico – por meio de exame clínico. No procedimento, o médico deve descartar as hipóteses de dengue e chikungunya, viroses que têm sintomas semelhantes aos do zika. Reconheceram ainda o caso confirmado em São Paulo. As 425 análises realizadas apontaram dengue, rubéola, parvovírus B19, chikungunya e sarampo, além de outros arbovírus e enterovírus. Segundo o órgão, desde fevereiro a endemia vem sendo monitorada, principalmente no Nordeste, porém, não há registro de casos graves ou óbitos.
 
Fonte: Imparcial.com

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